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A Dura Realidade
"A saúde é direito de todos e dever do estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem redução do risco de doenças e de outros agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação" (artigo 169 da Constituição de 1988). As palavras grifadas são nossas para lembrar que nada disto é levado a sério. Só se fala em direitos. E os deveres? O estado não cumpre sua parte e o povão não se preocupa com isto! A reprodução descontrolada, por exemplo, virou simples ato de prazer irresponsável. Já estamos fazendo parto de meninas de doze anos! O número de jovens mães solteiras aumenta assustadoramente. Os pais nunca aparecem. Se continuar assim Miracema vai desabar. Vamos mergulhar na indigência sem retorno. Estamos criando um povo de pedintes agressivos e mal educados. As festas populares entram pela noite e varam as madrugadas prejudicando o sono de quem trabalha, oportunidades para orgias de todo tipo. Nestas comemorações o corpo é moeda de troca pela droga, pelo álcool, pelo dinheiro, por momentos fugazes de diversão. O comprometimento da descendência pelos abusos da juventude já se faz notar principalmente na AIDS e nas TOXICOMANIAS. Tudo isto leva obrigatoriamente à procura do hospital que, com suas portas abertas dia e noite paga a conta! As verbas dependem dos políticos, mas eles só as usam em proveito próprio. No princípio do mandato já trabalham para o próximo que virou emprego bem remunerado. A redução das verbas para a saúde está acabando com as esperanças de sobrevivência dos Hospitais Filantrópicos, o nosso no meio. Milhares de desempregados com mulheres e filhos para sustentar passam difiuldades, vivendo do que catam no lixo ou do que é fornecido por almas caridosas. E desempregado, mulher e filhos são gente. Nos colégios, os professores comem o pão do sacrifício tentando instruir alguns alunos que só faltam latir! Professor também é gente. Pacientes morrerão os hospitais por falta de recursos. Paciente também é gente. Crianças que ainda nem saíram da pequena infância estão rabalhando duro para ajudar na despesa familiar. Criança também é gente! Tudo isto termina, de uma maneira ou de outra, nas portas dos hospitais. O país está desorientado! E é assim desde a colonização: o jeitinho Ibérico. Gente, gente, gente! Gente sem apoio e sem orientação que só quer trabalhar honestamente, viver em paz e morrer amente. Mas não têm exemplos! As verbas são desviadas no Congresso Nacional faltando recursos para tratar da saúde e da educação, únicas maneiras de diminuir a escalada da morte precoce e da ignorância na fabricação desenfreada de indivíduos carentes de tudo, principalmente de responsabilidade e amor. Mal alimentados, sem medicina preventiva esem educação efi ciente no lar, nossa gente agoniza e aceita tudo isso como desígnios de Deus. Ninguém reage! Nós merecemos! Tudo está caindo ao nosso redor! No fi nal das contas, os profi ssionais da saúde, da educação e o povo trabalhador são os maiores sacrifi cados. E na base da pirâmide está o povão que não entende o roubo escarado. E agora, quando a saúde, educação e segurança pública se encontram altamente ameaçadas de virar sucata pelo encolhimento e retirada de verbas, quando necessitamos urgentemente de ajuda e de recursos para socorrer o maior patrimônio da cidade, o Hospital de Miracema, o que acontece? A grande maioria do nosso povo não pode ajudar porque está subempregada ou desempregada, sem qualifi cação e não pode comprar serviços! Esperamos a boa vontade das autoridades. A saúde do povo brasileiro está na dependência de teóricos dos gabinetes municipais, estaduais e federais que administram de longe, sem experiência no dia dia, apenas com boa vontade. Mas eles sabem que o Hospital e os médicos não deixarão os pacientes desprotegidos e os professores continuarão a dar suas aulas. Vivemos num país de irresponsabilidade total, desonestidade, incompetência, onde se cultiva a arte da enganação, da fraude e das promessas impossíveis. A esperança agoniza. | |
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- “Amor Divino:
- A felicidade plena só será alcançada quando perdermos o medo de amar a todos. (Jeremias Estevão).
- Só duas coisas servem a felicidade: crer e amar. (Jacques Rousseau)
- Um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor. (Francisco Cândido Xavier)
- É através da dança, dos cânticos e da alegria com a vida que Deus recebe a gratidão do seu povo. (Anônimo)
- O sorriso é o cartão de visitas das pessoas simpáticas. Distribua-o. (Padre Roque Schneider)
- A felicidade é o néctar servido para aqueles que se doam, se respeitam e, sobretudo, para os que têm fé. (Alexandre Silva Oliveira) | |
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FUNDO DE PALCO Neide Freitas Gutterres
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Descobertas |
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Nunca seremos capazes de nos conhecermos por inteiro. Se olharmos no espelho só veremos, claro, um pouco de nós, não totalmente por todos os ângulos. Se é assim fisicamente, mais difícil será nos conhecermos interiormente. Ninguém se garante, ao tomar essa ou aquela decisão diante de uma ameaça ou provocação. Porém, estamos mostrando continuamente aos outros o que somos, através de nossas atitudes. E também através do que demonstramos ser, nos damos a conhecer. Muitas vezes nos deixamos prender pelas cabeças de outros e não só pelas confusões das nossas, que já é o bastante. Estamos, portanto, constantemente sujeitos a variadas interpretações e conclusões alheias, motivados pelas revelações de nossos atos que nem sempre revelam nossos verdadeiros sentimentos. Nosso destino, sem querermos, vive atrelado ao pensamento alheio. É inegável. Portanto, seremos imprevisíveis sempre. Havia uma menina que vivia rezando para que Nossa Senhora a fizesse melhor. Assim lhe foi ensinado: Reze, que tudo lhe será dado. A menina rogava à Virgem para que nunca deixasse suas palavras serem motivos de discórdia e desavença entre as pessoas. Que a ajudasse nesse policiamento principalmente entre os familiares. Mas virava e mexia e escapava-lhe algo que não devia ser dito, causando algum desconforto em sua relação. Então ela pensava desolada: Por que será que caio ainda nesse mal se rezo especialmente para isso? Não estarei sendo ouvida em minhas orações? Quando chegará essa hora? Acabara de acontecer uma dessas situações desagradáveis e arrependida de tal atitude a menina procurava entender o porquê . E foi então que descobriu: Ninguém recebe nada pronto e nem poderia ser assim. Nossa Senhora não iria transformar aquela menina em boazinha, lindinha, de uma hora para outra. Ela poderá sim, dar oportunidades mil para serem tiradas conclusões e, talvez, aprendizado. Quem sabe? E, no decorrer dos tempos, através de reflexões, aos poucos a menina poderá “SE FAZER MELHOR” o que é fundamental para que se pratique verdadeiramente uma religião.
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