Pág.7-Nº116-Jul/09

                                                        

 RUA FRANCISCO PROCOPIO

 CAPITÃO FRANCISCO PROCOPIO DE ALVIM E SILVA, foi dono da Fazenda Cachoeira no ano de 1883, e presidente da 
 Câmara no mesmo ano.

 Nesta rua transversal que liga a rua direita, passando pela Rua das Flores até a Praça dos Boêmios existe o prédio da Sociedade Musical Sete de Setembro e uma casa que hoje é chamada Casa Verde, onde morou João Rosa Damasceno e sua esposa Josefina Leite Damasceno. Criaram os seus 13 filhos.
 
João Rosa foi Juiz de Paz do segundo Distrito, eleito com 320 votos em 1907 a 1909.
 
1 - Seus filhos: João Rosa Damasceno Jr. casado com Dalva Rodrigues, desse casamento tiveram quatro filhos: João Ney que ganhou o concurso para o logotipo da copa do mundo de 1950. Paulo, Fernando e Mauricio. Somente Paulo ainda é vivo. João Rosa foi o criador do Banco Barra do Piray na Rua das Flores.
 
2 – Virgilio e esposa Lalu do primeiro casamento, tiveram quatro filhos e do segundo com Alzira mais dois filhos.
 
Virgílio era dono da Cerâmica Miracema e da casa que hoje é ocupada pelo INSS.
 
3- Ovídio - casado com Sebastiana treze filhos.
 
4 – Virginia - com Tenório Bastos, autor do Hino de Miracema, três filhos.
 
5 – Nelson e esposa Ávila, três filhos.
 
6 – Clarinda – Casada com Luiz de Freitas, foi Diretora do Colégio Dr. Ferreira da Luz. Ficou viúva precocemente. Criou a filha de Ovídio que mora em Niterói e é advogada.
 
7 – Lucas Damasceno- casado com Marinete, por correspondência. Lucas era fabricante de bebidas Tiveram seis filhos. Uma morreu precocemente. Os outros são: Marilia, João, Maria José, Georgina (Gigi) e Hamilton que desapareceu na época da ditadura.
 
8 – Francisco Damasceno - fundador da Loja Samaritana, casado com Dulce, filho Gutemberg ex-prefeito de nossa cidade.
 
9- Tarcila - casada com Francisco Moliterno.Tiveram dois filhos. Foi Diretora do Grupo Buarque Nazaré.
 
1o – Demétrio- solteiro. Era proprietário da casa Nice na Rua Direita e fez um loteamento que hoje leva o seu nome Morreu assassinado em um latrocínio em Miracema.
 
11 – Julieta - esposo Kleber, morreu jovem. Julieta foi separatista.
 
12 – Oscar- três filhos e moram em Anápolis Goiás
 
13 – Marisa - casada com Antônio Mercante (Argentino). Era uma assistente social voluntária. Distribuía remédios, alimentos e agasalhos aos pobres.
 
Os moradores antigos dessa rua a começar pelo lado esquerdo foram: na esquina o casarão do Salim Damiam, depois Emilio casado com Rosa Damiam, família De Martino, João Batista de Freitas, Ângelo Pastura, José Alexandre. Na parte de baixo, Supermercado Magacho, mais à frente o SAPS, Sociedade Musical 7 de Setembro e Cinema Sete e Casa Verde. Na esquina, Aziz Richa com comércio e depois Adelino com Padaria. Atravessando a rua, o antigo cartório de Joffre Salim, depois Correios, Fábrica de Macarrão, residência de Dona Clarinda. Mais à frente Lucíola Moreira e Fábrica de bebidas de Lucas Damasceno, hoje José Soldati.
 
Do lado direito: Farmácia Granato, Juicy Granato, Bar Rio Branco do Piquetote Depois, Olirio dos Santos. Seguindo, Laci Gonçalves, Dona Corina, Filinha Bruno, casada com Clandirio, mais tarde Walace Mercante, Padaria de Alzir Pereira Fiqueredo, depois Josias e Argentino, hoje Padaria São José. Mais à frente, na esquina, Hotel Miracema do pai do Caquezio. Moravam outros estudantes, do outro lado da rua, Elza Menezes, Betovem Neiva, Alcides Maleiro e Manoel engraxate que andava de tamanco com as mãos no chão.

ALIMENTAÇÃO - Direito a ser garantido na Constituição

 "A minha fome é uma questão biológica,
a fome do outro é uma questão teológica.
 
É um apelo de Deus,
tenho que encontrar Deus
saciando a fome do outro."
 
(Teólogo protestante Dietrich Bonhoeffer)

 Está em tramitação na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) número 47, de 2003. De acordo com o pedido do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), a alimentação passa a ser incluída na lista dos direitos sociais assegurados pelo artigo 6º da Constituição Federal, somada a outras garantias como a educação, a saúde, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade, à infância e a assistência aos condenados.
 
Para agilizar a votação da emenda, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) está mobilizando movimentos sociais, governos, personalidades públicas e artistas para pedir a aprovação da PEC. Formada por 57 conselheiros, a entidade assessora o presidente da República na formulação de políticas e na definição de orientações para que o País garanta o direito humano à alimentação.
 
Passo a transcrever entrevista concedida ao JORNAL DE OPINIÃO por Rapfael Lucca ao Padre Nelito Nonato Dornelas- Conselheiro e secretário executivo do Mutirão pela Superação da Fome e da Miséria na CNBB.
 
→Como a CNBB e o Consea participam da discussão sobre a PEC 47/2003, que estabelece a alimentação como um direito social, que se encontra em tramitação na Câmara dos Deputados?
 
"Em 19 de março último, o Consea aprovou, por unanimidade, iniciar uma campanha em prol da aprovação desta PEC. E eu, como representante da CNBB no Conselho, estou participando do debate. O Conselho está articulando vários movimentos sociais e instituições organizadas para conseguir esse apoio, e a CNBB é uma parceira nessa atividade.
 
Como se trata de uma proposta de emenda constitucional, ela precisa do parecer favorável de dois terços dos deputados para ser aprovada, lembrando que o Senado já a aprovou no ano de 2003. No entanto, a emenda está parada na Câmara dos Deputados desde 2006, sem nenhum avanço, por isso a nossa proposta é que os parlamentares possam apreciar esse pedido até o dia 16 de outubro, que é o Dia Mundial da Alimentação. Queremos que o Congresso Nacional dê esse presente à nação brasileira, garantindo que a alimentação seja um dos direitos confirmados pela Constituição".
 
→Qual é a importância de se incluir a alimentação como direito social previsto na carta magna do País?
 
"É do conhecimento de todos que o governo federal tem-se empenhado para cuidar da alimentação da população, tanto que o Conselho foi reativado neste governo. Um outro exemplo, a Lei 11.346, promulgada em 15 de setembro de 2006, estabelece o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), o que mostra que há uma preocupação nessa área".
 
→De que maneira a sociedade civil pode participar desse movimento?
 
"Acessando o site do Consea (www.planalto.gov.br/consea e www.presidencia.gov.gov.br/consea), está disponível ao internauta a nossa campanha. Qualquer pessoa pode fazer sua adesão a esse movimento, seja individualmente, seja por meio de grupos organizados. No portal, está disponível um cartão com uma imagem de duas mãos segurando garfo e faca e um prato no meio, com uma mensagem reforçando a alimentação como direito humano.
 
Com isso, pedimos à sociedade que envie essa mensagem ao seu deputado, pedindo que ele vote favorável à PEC 47/2003, para que ele possa se sensibilizar com a causa e ver que a população está interessada na aprovação da mesma". )". (JO 1 a 7/06/09).
 
"É urgente a tarefa de entregar a nossos povos a vida plena e feliz que Jesus nos traz, para que cada pessoa humana viva de acordo com a dignidade que Deus lhe deu."(Documento de Aparecida/ n. 389)".


  

 TEMPO

 Custei a aprender. Perdi muitas vezes. Desperdicei outras. Embaralhei-o com a insegurança e fui ajudada pela ansiedade. Preciso dele e agora sei como controlá-lo. Não posso adiar, porque logo, logo, o esquecimento se instala. Não posso apressar-me, porque aí sou eu que não saio do lugar. Preciso de um plano, feito bem antes da hora, para comportar prioridades, mudanças, limitação de tarefas. Se a inquietação me invade, devo deixá-lo escorrer como na ampulheta, sem interferências. Se a dúvida se apresenta, deixo-me ficar acessível às sugestões, e de mansinho, vou me assenhoriando dele até poder controlá-lo. Nesse momento sou senhora.


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