Pág.7-Nº136-Mar/11

                  

                             TEOSOFIA

       

     Diz em um livro de Teosofia que um FAMOSO palestrante  começou seu seminário para trezentas pessoas segurando uma nota de 100 reais e perguntou: - Quem de vocês quer esta  nota?  Todos ergueram as mãos.
  
  Então ele disse: Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro deixem – me fazer isto: E amassou  totalmente  a nota . Perguntou outra vez: -  Quem ainda quer esta nota?  As mãos continuaram  erguidas. 
 
    Em seguida o palestrante deixou a nota cair ao chão, começou a pisá-la e a esfregá-la. Depois pegou a cédula agora, já amassada, imunda e perguntou: - E agora? Quem ainda quer esta nota de 100 reais? Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante  voltou –se para a platéia e explicou o seguinte:  Não importa o que eu faça com o  dinheiro. Vocês continuam a querer esta nota  porque ela não perde o valor. Isso também ocorre conosco. Muitas vezes em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas, não importa jamais perdermos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos altos ou baixos, nada disso importa. Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e aprendemos!
     Agora, reflita bem e procure em sua memória. - Cite 5 pessoas mais ricas do mundo 2 -  Cite os últimos vencedores do Premio Nobel . 3 -  Cite os 5 últimos vencedores   Big-Brother.. É difícil  lembrar?   Não se preocupe. Ninguém se lembra dos melhores de  ontem . Os aplausos vão se embora. Os troféus ficam cheios de pó.
     Agora faça o  seguinte: 1 - Cite 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação . 2 -  Cite 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis. 3  – Pense em algumas  pessoas que te fizeram sentir alguém especial .
     Lembrou?  Melhor,  não é verdade? As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro ou melhores prêmios. 
  
 São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, que estão ao nosso lado..
    Reflita um momento; A vida é muito  curta . Você, em que lista está? Não sabe?
    Você, minha leitora,  não está entre as  famosas, mas está entre aquelas  que me lembro com carinho e gratidão no “Dia Internacional da Mulher”. Dedico esta mensagem para cada uma neste ano de 2011!

 



 

 

   
      

                                Reflexões: Campanha da Fraternidade 2011
                   
                                  Oração da Campanha da Fraternidade.   
     
 
   

   

   Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
  
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
  
A sabedoria e o amor com que fi zestes todas as coisas,
  
E o eterno amor que tendes por todos nós.
  
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
  
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
  
A beleza está sendo mudada em devastação,
  
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
  
Que nesta quaresma nos convertamos
  
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
  
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
  
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
  
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
  
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
  
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
  
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
   
Amém.

   Iniciei  este  texto  com  a  oração  acima,  pensando  em  refletir,  nesse  tempo  de Quaresma,  sobre  a Campanha  da  Fraternidade,    que    já    se    tornou    desde  1964,  um  apelo  para  todos  nós,  de  conscientização,  vivência  e  gestos  concretos  sobre  a  prática  da  fraternidade.
  Com o tema: “Fraternidade e a Vida  no  Planeta  e  o lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8,22), a Igreja e  a  sociedade refletem sobre a gravidade do aquecimento global, o uso  racional  das  energias,  o  desenvolvimento  econômico  e  social,  a  preservação  da  Amazônia, o agronegócio, a biodiversidade, a água e as mudanças climáticas. É a contribuição que damos  para  nós mesmos,  já  que  “tudo  o  que  acontecer  à Terra,  acontecerá  aos  filhos  da Terra”.
  Estamos vivenciando inúmeros desastres ecológicos e sociais causados por chuva, ventos, furacões,  tsunamis,  secas,  ondas  de  calor  e  incêndios,  causando  inquietações  nas  pessoas  que  se  perguntam:  o  que  está  acontecendo? Por  que  tudo  isso  agora?   É  algo  natural,  uma mudança que nasce da história da Terra? Ou não? Mas, então, o que está provocando essas mudanças?
   Ainda há algumas pessoas que duvidam, mas  já  se  pode dizer que há um consenso mundial sobre essas mudanças que mexem com o clima na  Terra  em nossos dias: elas não são coisa natural, fruto de  movimentos da natureza da Terra; ao contrário, são mudanças provocadas por ações humanas, de modo especial as ações que tem a ver com o que se tem chamado  de  “progresso”. Esse “progresso”, que domina o mundo, culminou no desequilíbrio do clima na Terra.
  
A Campanha  da  Fraternidade  quer  trabalhar  estimulando   o  pensamento  crítico  e às mudanças que precisam chegar ao modo de  produzir, de  consumir, de  pensar, de  sentir, em  favor das  mudanças profundas que devem ser feitas para salvar a vida na Terra e a vida da própria Terra.
  
A humanidade está diante do seu maior desafio: ou muda o seu jeito de viver, ou pode não conseguir adaptar-se ao calor e às demais mudanças climáticas. 
   Lembrando o  Papa  João  Paulo  II, sempre  sensível às problemáticas da humanidade, relaciona a paz entre os homens com a paz na natureza  e  em  sua  Mensagem para a 23ª Jornada Mundial pela Paz, ele relaciona a paz com Deus Criador e a paz com a criação, afirmando que se o homem não está em paz com Deus Criador e com a criação, toda  a  criação sofre, e cita a crise ecológica como uma crise moral.
   O Papa Bento XVI  tem   manifestado    grande    preocupação    pelas    questões    ambientais  e  inserido  as  temáticas  elativas    ao   meio    ambiente    nas    discussões  e  documentos  relevantes  da  Igreja.  E,  em  sua  mensagem  ele  diz:“É    com    viva  satisfação  que  venho  unir-me,  uma  vez mais,  a  toda  Igreja  no  Brasil  que  se  propõe  percorrer  o  itinerário  penitencial  da quaresma,  em  preparação  para  a  Páscoa  do  Senhor  Jesus,  no  qual  se    insere    a Campanha  da Fraternidade,  pedindo  a  mudança  de  mentalidade  e  atitudes  para  a  salvaguarda  da  criação”.
   “Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia  a  Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica”. 

                                         (Manual da Campanha da Fraternidade 2011)

              Regina Célia Titonelli Nunes- Comunicador Popular da Pastoral da Criança

 



 

                                        Nossa Mãe !                                            
 
       Que bagunça! Disse para mim mesma,  olhando    para  meu  quarto todo
revirado. Estava no Rio, deixara minha casa em Miracema  quando o telefone
tocou.Era Joana, minha fi el escudeira  que,  ao chegar  para trabalhar  lá  em
casa, encontrou tudo   revirado,  e  avisou: “ É  preciso  que  a  senhora venha,
devemos chamar a polícia”. Não titubeei. Peguei o ônibus e no início da tarde
chegava em casa. O  pior  foi  a  sensação  de  invasão da minha privacidade.
Mãos alheias reviraram  gavetas,  mexeram  nos  cabides,  roubaram  objetos
de armários. No primeiro  momento  era  até  difícil de fazer um rol das coisas
que   faltavam. Com  a  chegada  da  autoridade,  não  houve melhora  para  o
desconforto. Senti que  o  inquérito  não  teria  o fim esperado – a resposta de
quem fi zera aquilo! O  homem saiu .   Eu  me  senti  desalentada e me restou
acompanhar  Joana  a   contabilizar   o   prejuízo  enquanto colocava, de novo,
o quarto  em  ordem.  O  pior  foi  dormir  num  quarto  que  fora  invadido  por
alguém sem rosto, sem mãos, sem pés.

 


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